Bom turma ja viram que sou preguiçosa né demoro a postar rs.
Continuando de onde parei: Ao retornar para Juquitiba refiz todos meus amigos, (tava acostumada com dos do Colégio Educandario), essa minha mudança foi boa, de inicio dolorosa pelo medo de enfrentar tudo novo. Mais fui bem acolhida por professores maravilhosos, Como minha querida professora MARINA que me lembro até hoje, EUNICE, e a diretora Deyse Rodrigues me senti em casa ja no primeiro dia se tratando de professores e direção, ja os amigos rsrs, foi complicado pois nunca antes a escola tinha tido um aluno cadeirante e todos queriam minha atenção amizade e me paparicavam muito até além do normal. Conheci um amiga de sala hiper engraçada e malukinha, veio a se tornar a minha melhor amiga, aquela amizade que não se explica simplesmente acontece, era como se fosse uma irmã, se chamava Juliana. A ela devo toda minha mudança de vida e o que sou hoje, pois foi com ela que aprendi que eu não devia ser a menina sempre certinha que só sai com mamãe e papai, que podia sair me diverir com amigos e ir onde tivesse alguém disposto a me acompanhar. Foi a melhor fase da minha vida, aprendi a matar aula, e ir a pizzaria, comer cachorro quente, ir pra danceteria e voltar alta madrugada, enfim ela me apresentou a vida.
Antes da gente terminar a 8 Serie, ela sofreu um acidente e faleceu, me deixou muito triste e uma recordação enorme de tudo que vivi e aprendi com ela, e sempre quando ficava triste ou queria algo eu fazia, por que me lembrava dos conselhos dela me dizendo DINHA (apelido diminuitivo de Claudinha, forma que ela me chamava), voce tem que fazer tudo que tem vontade não se prive por medo ou insegurança, seja sempre feliz, pois tem uma grande menina dentro de vc. Lembro dela só feliz e alegre e sigo sempre seus conselhos, claro que nem preciso contar que ja baguncei demais nessa vida, indo a shows rodeios enfrentando perigos, afinal sabemos que a vida de um cadeirante não é mole, devido a minha ansia desvairada em viver ja tive que ser internada por diversas vezez, com pneumonia, mais nunca desanimei ou fiquei triste pela minha deficiencia, fico triste pelo fato de não nos facilitarem a vida, tipo locais adequados, direitos respeitados entre outras coisas, por que tirando essas dificudades. a deficiencia e o problema de saude que sei ser irreversivel e requer cuidados, eu tiro de letra, pois depois que conheci como é bom viver, quero aproveitar cada dia um como se fosse o ultimo dia. Não digo que tudo é facil pois tenho que driblar uma mãe que tem medo de tudo e tenta sempre me prender, isso também me chateia muito, por que vejo que até ela pensa como muitos, que deficiente é um ser fragil e que tem que viver quetinho dentro de casa. Tenho sempre que bater de frente com ela, mais quase sempre consigo o que quero convencendo-a, mais é tarefa hiperr dificil. Aqui dei uma previa sobre mim, aos poucos vamos conversando sobre varios outros assuntos.
Beijossssss......
Nenhum comentário:
Postar um comentário